Um aviso prévio aos leitores que desejam me conhecer: Não me entendo e finjo entender. Serei tudo o que você quiser, só que ao contrário.
Apaixonada por Caio Fernando Abreu, meu blog serve de consolo. Meu refúgio virtual capaz de abrigar, não só a mim, mas quem quiser dar uma pausa na correria, nessa rotina estressante. Um hotel com a hospedagem já paga e com direito a café-da-manhã. Tudo incluso no pacote! Meu blog é que nem meu armário: sempre cabe mais alguma coisa. Mesmo que eu tenha que socá-la. Mas isso a gente não considera. Bagunças à parte, tenho 18 anos, mas penso que sou gente desde os meus 14; não sei muito bem pra qual lugar eu devo ir, mas eu vou. Tô indo até não-sei-aonde. Um dia eu chego, quem sabe. Me considero uma pré-adulta, exatamente na fase de transição. A fase do abandono, das dúvidas, do medo, das incertezas. O medo de tornar-me quem eu não quero ser. Faço meu drama, mas me controlo pra não demonstrar muito. E me auto-consolo - “Ora, Adriane, deixe disso. Se tiver que ser, será. E isso passa. Você, assim como eu, sabe que passa. Vamos ali comer um chocolate” -. Eu falo sozinha, mas eu falo baixo. Quase não me escuto, prefiro o eco do silêncio. Assim como meus hormônios, eu tenho altos e baixos. Mas como diria Caio: “A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário