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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Electra - Eurípides

Electra é uma peça teatral do dramaturgo grego Eurípides, provavelmente composta em meados da década de 410 a.C., provavelmente depois de 413 a.C.. Não se sabe se foi encenada antes ou depois da célebre versão feita por Sófocles do mito de Medeia.

A peça se inicia com a apresentação de Clitemnestra e a filha de Agamemnon, Electra. Electra havia se casado com um velho fazendeiro, temendo que se continuasse na corte e se casasse com um nobre, seus filhos ficariam mais tentados a vingar a morte de Agamemnon. Seu marido, no entanto, se apiedou dela, recusando-se a aproveitar tanto de seu nome de família quanto de sua virgindade; em troca, Electra passou a ajudá-lo nas tarefas domésticas. Apesar de seu apreço por seu marido camponês, Electra carrega consigo a mágoa por ter sido obrigada a sair de casa, e pela lealdade de sua mãe com Egisto. O jovem filho de Agamemnon e Clitemnestra, Orestes, foi levado para fora do país e encarregado aos cuidados do rei da Fócida, onde se tornou amigo íntimo de Pilades, filho do rei local.

Já adulto, Orestes e seu companheiro Pilades viajam a Argos, em busca de vingança, disfarçados de mensageiros de Orestes; inadvertidamente, vão parar na casa de Electra e seu marido - que acaba por reconhece-lo, por uma cicatriz, como a criança que ele havia levado à Fócida anos antes. Os irmãos então, agora reunidos, compartilham seus planos de vingança e passam a conspirar juntos para derrubar Clitemnestra e Egisto.

Enquanto o velho camponês sai para atrair Clitemnestra à casa de Electra, alegando que sua esposa teve um filho, Orestes parte e mata Egisto, retornando com seu cadáver. Ao ponderar a possibilidade de matricídio, no entanto, começa a hesitar, embora Electra o encoraje a seguir adiante com o plano. Quando Clitemnestra chega ele e Electra a matam empurrando uma espada em sua garganta - um ato que instila neles uma enorme sensação opressora de culpa. No fim da peça surgem os irmãos deificados de Clitemnestra, Castor e Polideuces (também chamados de Dióscuros), que dizem a Electra e Orestes que sua mãe recebeu uma punição justa, porém o matricídio cometido por eles ainda era um ato desonroso, e instruem-nos sobre como expiar sua culpa e purgar suas almas do crime.

Bibliografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Electra_%28Eur%C3%ADpides%29

Comentário:
Electra é um texto dramático, pois a "voz narrativa" está entregue às personagens, que contam a história por meio de diálogos e monólogos.
Podemos perceber o drama da narrativa; vemos o sofrimento de Electra e conseguimos nos comover com a sua extrema solidão. O que mais me chamou atenção no livro foi a forma com que Electra e Orestes souberam lidar com a traição da mãe; eles optaram por fazer justiça com as próprias mãos e levaram isso até o fim, sem medo do que viria a seguir.
Com certeza esse livro é um drama capaz de conquistar a atenção do leitor, mesmo sendo uma escrita antiga, é possível entender e sentir a emoção das cenas.

3 comentários:

  1. Electra pode ser considerada muito bem a versão feminina de Édipo, tanto até que existe o termo "Complexo de Electra", o qual a filha tem desejo de matar a mãe para ficar com o pai. Bom resumo, Adriane!

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  2. Uma tragédia da dimensão artística de Electra, pode ser lida das mais diversas maneiras e com aos mais variados entendimentos. Bom resumo e ótimo comentário , parabéns.

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  3. É uma obra que trabalha o arrependimento, a culpa.Parece ser uma drama do início ao fim! Excelente resumo. Parabéns pela análise!

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